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Trilho do Corgo na freguesia de Faiões - Criação, promoção e homologação.

Objetivos: A presente proposta visa a criação, promoção e homologação do Trilho do Corgo na freguesia de Faiões. Destinatários: Destina-se a todo e qualquer cidadão do concelho de Chaves, e/ou visitantes do nosso território, amantes de caminhadas ao ar livre em contacto com a natureza e com a história local. Benefícios para a população: A criação deste produto turístico, pretende contribuir como factor de atracção de turistas para o concelho de Chaves, criando uma nova centralidade na prática da caminhada no território do Alto Tâmega. Este percurso pedestre poderá atrair visitantes casuais, vindos dos concelhos adjacentes do Alto Tâmega, e tem ainda potencial para captar praticantes recorrentes de caminhadas de todo o território nacional e da vizinha galiza. A criação deste trilho, especialmente num território de baixa densidade, poderá aumentar a massa crítica que uma freguesia como a de Faiões tem em captar investimento, por via do consumo no comércio e restauração local. Ainda de acrescentar o facto de que o consumo se pode estender até ao núcleo urbano da cidade de Chaves, pois o percurso pedestre dista da cidade apenas uns meros 3 km. Por outro lado, e não menos importante, este investimento pretendido visa contribuir para uma melhoria da condição física dos habitantes do concelho de Chaves, pois irá estimular a prática de desporto, sendo que, com toda a certeza, este objectivo estará em linha com o desígnio municipal de combater o sedentarismo que tantos malefícios acarreta para uma população cada vez mais envelhecida. Será uma forma eficaz de colocar em prática conceitos como o do envelhecimento activo, tal como aconselha e incentiva a Direção-Geral da Saúde no seu sítio de Internet (www.dgs.pt). Localização (Se possível anexar mapa de localização): A localização do trilho é na freguesia de Faiões, e tem como eixo principal a Ribeira das Avelelas, que cruza toda a freguesia no sentido este-oeste. A principal referência e ponto de partida para o Trilho do Corgo, será junto da Ponte do Corgo, localizada na estrada Nacional 103 nas seguintes coordenadas: 41.749137, -7.417975. Valor estimado: Estimamos que o valor para homologação, marcação e instalação de equipamentos de apoio ao caminhante, bem como para uma eficiente promoção do Trilho do Corgo seja de cerca de 28 765 euros. Descrição: Nome do percurso pedestre a criar: Trilho do Corgo Slogan: No vale da história e da memória. Enquadramento Histórico: A ocupação humana da Freguesia de Faiões é comprovadamente longa e antiga. A arqueologia, embora de modo pouco continuado, tem revelado diferentes aspectos desse passado, que se faz Presente, de forma muito mais efetiva do que muitas vezes se julga. Deste modo, foram revelados contextos de várias épocas: da Idade do Cobre temos como exemplo o Castro do Alto do Circo; da Idade do Bronze remonta uma estátua-menir; de época romana chega-nos uma profusão de elementos, que vão desde a mineração, lagares e sepulturas cavados na rocha, até diversos objetos cerâmicos e líticos, presentemente incorporados em construções na zona antiga da aldeia e cujas características plásticas se entranharam no gosto do seus habitantes, dando origem a modelos tantas vezes repetidos e presentes nas construções contemporâneas. Por esta freguesia passava uma variante da via XVII, que de Braga seguia por Aquae Flaviae, até Astorga. Em Faiões, a via atravessava a Ribeira das Avelelas, numa ponte de um arco; seguia pelo termo das Assureiras (Souto Bravo), onde ainda se observam alguns troços de calçada, até ao Castelo de Monforte. A atual ponte será uma reconstrução da Idade Média. A referência escrita mais antiga desta povoação é de 24 de junho do ano 995, na qual, Paio Rodrigues vende a Miro Gontemiriz e esposa duas terças de Faiões e do Mosteiro de S. João. O percurso proposto para o Trilho do Corgo: Estacione a sua viatura particular em um largo existente logo depois da Ponte do Corgo, na berma da estrada Nacional 103, no sentido Chaves-Bragança. Inicie a sua caminhada por um aceiro localizado bem do lado da Ponte do Corgo irá começar a subir através do vale do corgo no sentido noroeste-sudeste até atingir o topo da montanha que lhe é sobranceira e designada como Alto da Regueira. Ao longo da subida terá sido brindado com um ambiente refrescante e sombrio ao longo do percurso da Ribeira das Avelelas, que ajuda a amenizar a relativa dureza deste troço inicial. Chegado ao Alto da Regueira, nas proximidades fica localizada a antiga casa da guarda florestal, local ideal para beber uma bebida fresca e comer alguma coisa para repor as forças e usufruir de um pequeno descanso. Em seguida caminhamos cerca de 500 metros em direcção a Sudoeste, para visitarmos o castro da Idade do Cobre do Alto do Circo, que acima de tudo nos dá uma vista incrível sobre o vale de Chaves e nos coloca a imaginar a vida destes povos castrejos. Depois o Trilho desce ao longo da vertente sul do Alto da Regueira, em boa parte este percurso é feito ao longo da estrada florestal no sentido São Lourenço-Faiões, cortando depois para um aceiro que nos leva até às antigas minas exploradas desde época romana, as designadas Minas da Porqueira. Nesta área deverá ser instalado um baloiço panorâmico sobre o Vale de Chaves, que deverá proporcionar uma visão de tirar o fôlego ao visitantes e irá dar autênticos cartões postais do Trilho às fotos captadas neste local. De seguida e sempre a descer, o caminhante irá em direção ao núcleo da Aldeia de Faiões, onde poderá visitar a Escola Primária, uma construção inspirada na Universidade de Coimbra, construída com o suor do trabalho voluntário dos habitantes de Faiões na década de 1930, sendo considerada a mais bela escola primária de Portugal. Depois irá ver as sepulturas escavadas na rocha na Capela de São Martinho. Logo de seguida, na rua de São Martinho, poderá ver um exemplar rústico de um relógio solar. Duas centenas de metros depois estará na ponte romano-medieval sobre a Ribeira das Avelelas, terá sido nesta zona que o povoamento de Faiões deverá ter começado e é onde a antiga via romana cruzava esta linha de água. Por fim e rumando no sentido noroeste-sudeste, o caminhante fará o percurso ao longo do caminho agrícola que cruza a área vinhateira dos Mochos, paralelo às margens da Ribeira das Avelelas, que o levará novamente ao ponto inicial do percurso junto da Ponte do Corgo e dará por finalizada a sua caminhada. O que posso ver no Trilho do Corgo? Vale Fluvial do Corgo O vale fluvial encaixado do Corgo é resultado da acção da ribeira das Avelelas ao longo de milhões de anos. É marcado pela densa e rica flora, com zonas húmidas, originadas pela pouca exposição solar de que a área é alvo. Ao longo do vale podemos observar pequenas charcas e reentrâncias nas rochas, fruto da erosão hídrica e que nos colocam num ambiente que nos remete para o imaginário céltico, onde fadas, druidas e duendes percorriam os vales do noroeste peninsular. Casa da Guarda Florestal Feita num projeto sóbrio, que pretendia passar a ideia da altivez própria do Estado Novo, esta casa servia de habitação para o destacamento de guardas florestais que zelavam pela floresta estatal. Localizada num terreno aplanado, a casa é rodeada por uma vegetação frondosa, sendo um óptimo local para fazer uma paragem para descanso dos caminhantes. Castro do Alto do Circo O castro da idade do Cobre do Alto do Circo tem diversos vestígios do neolítico. É definido por uma elevação ou entrincheiramento de terra rodeando a coroa dos montes, muito embora hajam enterradas muralhas de pedra. Minas Romanas As Minas da Porqueira ficam situadas no Alto da Regueira em Faiões, localizam-se a Sudeste da aldeia e são constituídas por trincheiras e desmontes superficiais. Na atualidade encontram-se relativamente descaracterizadas devido a trabalhos contemporâneos. Tendo começado a ser mineradas em época romana, a valorização e divulgação deste património mineiro, iria enriquecer ainda mais o nosso concelho, contribuindo para o reforço de Chaves como um concelho rico em vestígios romanos. Escola Primária de Faiões Considerada quase de forma unânime como a mais bela escola primária de Portugal, é construída totalmente em granito, que lhe dá um ar monumental, foi inaugurada na década de 30 do século XX e foi obra do esforço conjunto da população da freguesia e do benemérito, António Luís Morais Sarmento, natural de Faiões e antigo reitor da Universidade de Coimbra. Por esse facto, os traços arquitetónicos da construção fazem uma clara alusão ao Paço das Escolas da Universidade de Coimbra. Túmulos escavados na Rocha Localizados junta da Capela de São Martinho na Aldeia de Faiões, estão situados no adro desta construção religiosa, estão totalmente ao ar livre e num estado de conservação imaculado, o que fará o visitante, ter com toda a certeza, o momento de maior introspecção da caminhada, pois será remetido para a ideia de finitude da vida terrena. Relógio Solar Localizado na Rua de São Martinho, uma das ruas que cruza o conjunto de casario mais antigo e pitoresco da Aldeia de Faiões, este exemplar mostra um aspecto bastante rústico. A envolvente arquitectónica de vias e vielas onde está inserido, dá-lhe toda uma mística, e remete-nos para outros tempos, onde o passar do tempo tinha um ritmo bem mais demorado, ditado pelo Sol. Ponte romano-medieval O traçado da variante da via XVII romana, a partir de Chaves, subia por Faiões, onde atravessava a Ribeira das Avelelas, numa ponte de um arco; seguia pelo termo das Assureiras (Souto Bravo), onde ainda se observam alguns troços de calçada, até ao Castelo de Monforte. A atual construção será um reconstrução da idade média. O que se pretende implementar com esta proposta: A - Homologação do Trilho: É pretendido que o trilho seja homologado pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP) na categoria de percurso de até 30 km, ou seja Pequena Rota PR, como forma de garantir a qualidade e segurança desta instalação desportiva para a prática do pedestrianismo. B - Marcação do Trilho e instalação de equipamento de apoio aos caminhantes: Para conseguir a homologação, o trilho deverá ser alvo de marcação e manutenção, respeitando os requisitos da FCMP para este tipo de percurso. C - Promoção do Trilho: Elaboração de um folheto de divulgação do percurso, instalação de dois painéis publicitários no formato outdoor, relativos ao Trilho do Corgo na berma da Nacional 103, um antes da aldeia de Faiões (zona do lameirão) e outro depois da aldeia de Faiões (na envolvência do cruzamento da nacional 103 para a estrada municipal que faz a ligação a Santo Estêvão, na zona das pedreiras), bem como de mobiliário urbano que permita ao caminhante ter toda a informação relevante junto dos pontos de interesse que o percurso percorre. No aceiro de acesso ao Vale do Corgo, junto da Ponte do Corgo, deverá ser instalado um pórtico com os dizeres “Trilho do Corgo” que marcará o início do percurso pedestre. Deverá também ser feita a promoção do trilho junto da comunicação social regional e por via das redes sociais. No que toca às redes sociais, o Município de Chaves deverá criar publicações patrocinadas para aumentar o alcance da mensagem a divulgar em plataformas como instagram e facebook, e em blogs dedicados ao tema das viagens e exploração de trilhos. Porque faz sentido? Esta iniciativa de propor a criação, promoção e homologação do Trilho do Corgo em Faiões, está em linha com o repto lançado por Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, aos portugueses, para promoverem o país como destino turístico na sequência da pandemia de Covid-19, segundo ela “precisamos de instigar uma maior comunicação, uma melhor comunicação, mais positiva, mais assertiva, mais contínua sobre o destino Portugal e todos os vários ativos que temos” In Observador 16-07-2020 (https://observador.pt/2020/07/16/governo-desafia-portugueses-a-promover-o-pais-como-destino-turistico). Assim, este projeto, pretende também dar uma resposta concreta a esse desafio, com a geração de valor, por via da criação de um novo produto turístico no Concelho de Chaves, fazendo uso da natureza, história e cultura da freguesia Faiões, que pode e deve ser mais divulgada.
Rogério António de Castro Coelho
28-07-2020

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